03/01/2020 Notícias

Cenoura, cenoura e mais cenoura

Uma das coisas importantes que aprendemos quando mudamos da cidade para tão perto da natureza, com a proposta de plantar nosso próprio alimento, foi que no campo não  escolhemos o que vamos comer como se faz quando se vai ao supermercado. Quando se vai na horta colher, é a natureza que diz o que você vai comer. A nós cabe respeitar, aceitar e usar nossa criatividade para preparar. 

Pode parecer pouco mas muda tudo. Aos poucos vamos percebendo que os sabores são melhores, vamos aprendendo a aceitar aquilo que não gostamos tanto. Vamos aprendendo a trocar a variedade pela sazonalidade, já que quando é época de um alimento, tem muito, e as vezes por muito tempo! Então a gente fica mais criativo na cozinha. Quando  compramos um alimento no mercado normalmente é porque vamos preparar de uma forma específica, velha conhecida, ou testar uma receita de alguém. Mas colhendo na horta, todo dia a mesma coisa,  a gente aprende que tem um mundo de possibilidades. Pense numa simples cenoura bem fresquinha e saborosa. Ela pode ser ralada e fica uma salada crocante, deliciosa. Ela pode ser refogada com um pouco de estragão e manteiga e fica com gosto de comida francesa. Ou pode ser  assada no forno com azeite, alho, alecrim e sálvia e ficam com jeitão mais rústico. Ou fazer bonito num purê colorido de culinária contemporânea. E porque não, ser base para um noque levinho? Isto sem falar nas possibilidades mais sofisticadas, como confit, assar no sal grosso, marinar. Ou antigas, com fermentar por exemplo. E se for ainda pensar  nas ervas que podem mudar ou intensificar o sabor. Vou parar por aqui, porque as possibilidades são demais. 

Assim  é a nossa cozinha. Farm To table, sazonal, criativa, com grande respeito aos ingredientes e a natureza.

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